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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Perfil do paciente hipertenso em uma Unidade de Saúde da Família

JORDANO ANDRÉ SIMÃO THIGUI, Caio Fernando Ferreira Vieira , Lucas Paresoto, Lucas Rezende Ferraz Rodrigues, Mariane Aranjues Montoro, RITA DE CASSIA GARCIA PEREIRA
UNIVERSIDADE DE ARARAQUARA - ARARAQUARA - SAO PAULO - BRASIL

Introdução:O Brasil passa por um processo de transição demográfica e epidemiológica com envelhecimento populacional e aumento de doenças crônico-degenerativas. As doenças cardiovasculares são a causa de óbito mais frequente no Brasil, decorrente de fatores de risco como: hipertensão arterial sistêmica, síndrome metabólica, obesidade e sedentarismo. A hipertensão arterial tem alta prevalência entre a população brasileira, com cerca de 30 milhões de doentes. O município de Araraquara apresentou prevalência acentuada de adultos hipertensos em 2015, com 22% da população de ambos os sexos e, em 2014, os óbitos por doenças do aparelho circulatório ocupou o segundo lugar nas causas de morte neste mesmo município. Hábitos alimentares inadequados, sedentarismo, consumo de álcool e tabaco, aliados à obesidade e envelhecimento populacional são fatores de risco para hipertensão arterial. O tratamento medicamentoso associado ao não medicamentoso objetiva a redução da pressão arterial, entretanto, é fundamental que a equipe de saúde conheça as condições do paciente, seu comportamento, conflitos e necessidades, estabelecendo um vínculo afetivo, e, em conjunto, criar estratégias que visem a qualidade de assistência prestada ao paciente. Objetivo: Analisar a percepção de portadores de hipertensão arterial quanto à sua enfermidade, fatores de risco e propor estratégias educativas. Metodologia: Foram entrevistados 100 pacientes de uma Unidade de Saúde da Família do município de Araraquara, adultos, ambos os sexos. Resultados e Discussão: A média de idade dos pacientes foi de 65,03±10,27 anos para ambos os sexos, 83% refere renda mensal de 2 salários mínimos.Os resultados apontam para a prevalência de indivíduos acima do peso, 59% da amostra com IMC>26,26±4,56 Kg/m². Sobre os antecedentes familiares, 67% afirmou ter parentes consanguíneos portadores de hipertensão. Sobre a percepção do paciente quanto à enfermidade, 82% refere não esquecer de tomar a medicação, porém 81% apresentou pressão descontrolada, sendo que 76% acredita estar com a pressão dentro dos limites ideais. Quando questionados sobre as complicações, 35% refere não ter conhecimento algum do fato. Quanto ao consumo de frituras, gorduras e temperos prontos, 97% relata consumir com frequência. Conclusão: A presença de hábitos alimentares está entre os principais fatores de risco da hipertensão; há necessidade de informar ao paciente de maneira mais rigorosa e didática sobre as consequências da enfermidade e limitações decorrentes da mesma. Sugere-se a implementação de um programa educativo na unidade.

 

 

XV CONGRESSO BRASILEIRO DE ATEROSCLEROSE

18 e 19 de agosto de 2017

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