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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Presença de variantes genéticas não descritas, em pacientes com critérios de Dutch diagnósticos para Hipercolesterolemia Familiar

TARGINO, D.V.D, GONÇASLVES, R.M, CASTRO, F.A.P, BORGES, J.B, FALUDI, A.A
INSTITUTO DANTE PAZZANESE DE CARDIOLOGIA - - SP - BRASIL

INTRODUÇÃO: A hipercolesterolemia familiar (HF) é uma doença hereditária, caracterizada por níveis elevados de colesterol das lipoproteínas de baixa densidade (LDL-c), xantomas e maior risco cardiovascular. É causalmente associada a mutações no gene do receptor da LDL, da apolipoproteína B ou da pró-proteína convertase subtilisina/kexina tipo 9.

MÉTODOS: Trata-se de um estudo observacional descritivo com registros de prontuários, de 16 indivíduos. Tendo como critérios de inclusão: pacientes com HF diagnosticados a partir dos critérios da  Dutch Lipid Clinic Network, com pontuação superior a 8, e que haviam realizado teste genético com variantes não descritas na HF, porém, relacionadas a aumento dos níveis de LDL-c ou dano a esta proteína. Consideramos como critério de exclusão: indivíduos que possuíssem nos laudos dos testes genéticos, quaisquer alterações consideradas classicamente diagnósticas de HF. Como as alterações genéticas observadas não estão descritas como definidoras de HF, não foram consideradas na pontuação do escore.

RESULTADOS: Da amostra, 76,1% das alterações atípicas estiveram presentes nos genes da apolipoproteína B. Destes, 50% na posição 98 da proteína, com troca do aminoácido treonina por isoleucina ; 31,2% na posição 618 da proteína, com troca do aminoácido alanina por valina; e 18,8 % na posição 2739 da proteína, com troca do aminoácido prolina por leucina. Os 23,9% restantes corresponderam ao gene do LDLR, contendo alterações em regiões não codificantes. Estando todas estas alterações associadas a aumento dos níveis de LDL-c, e dano a esta proteína. 90,4% das variantes foram heterozigóticas e 9,6%  homozigóticas (2 pacientes). A faixa etária da amostra variou de 6 a 72 anos, com média de 46,3 anos, sendo 73,3%  pertencente ao gênero feminino.

 

CONCLUSÕES: A importância do diagnóstico da HF se dá devido a alta incidência de doença cardiovascular prematura. Mais de 50% dos indivíduos  apresentarão episódio coronariano antes dos 60 anos. A despeito da clássica herança autossômica dominante com dois alelos afetados, essa combinação é pouco frequente, dada à grande quantidade de variantes. Sendo mais comum encontrarmos alterações distintas em cada alelo, caracterizando mutações heterozigóticas, clinicamente indistinguíveis dos homozigotos. Os achados desta pesquisa apontam modificações em diferentes loci associados ao metabolismo do LDL-c, em portadores de HF.  Revelando a necessidade de mais estudos sobre os fenômenos genéticos diversos que fazem parte da complexidade da HF e possível descrição de novas mutações causadoras da doença.

XV CONGRESSO BRASILEIRO DE ATEROSCLEROSE

18 e 19 de agosto de 2017

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