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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

AVALIAÇÃO MORFOLÓGICA DA RAIZ DA AORTA DE NATIMORTOS

LAURA SANCHES AGUIAR, ALINE CRISTINA SOUZA DA SILVA, GABRIELA RIBEIRO JULIANO, MARIANA SILVA OLIVEIRA , GUILHERME RIBEIRO JULIANO, BIANCA GONÇALVES SILVA TORQUATO, CAMILA LAURENCINI CAVELLANI , VICENTE DE PAULA ANTUNES TEIXEIRA, MARA LÚCIA DA FONSECA FERRAZ
UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO - UBERABA - MINAS GERAIS - BRASIL

Introdução: O baixo peso do recém-nascido e sinais precoces de disfunção vascular, como aumento da espessura do complexo mediointimal aórtico, estão associados a um ambiente de restrição uterina, sugerindo que esses eventos predispõem a riscos cardiovasculares posteriores. Apesar das manifestações clínicas da aterosclerose geralmente ocorrerem na idade adulta, a fase pré-clínica, constituída pelo acúmulo de lipídios e inflamação na parede vascular em resposta à dislipidemia e estresse endotelial, podem ser encontrados durante o desenvolvimento fetal. O objetivo deste estudo foi analisar as alterações microscópicas da raiz da aorta de natimortos e correlacionar com a idade gestacional (IG) e o peso fetal. Métodos:Raízes aórticas de 40 fetos com IG entre 20 e 40 semanas foram coletadas de autópsias no período de 2000 a 2015. Foram analisados a porcentagem de fibras elásticas e a circunferência e diâmetro da raiz da aorta. As amostras consistiram em cortes transversais completos com espessura variando de 1 a 2 mm. O número de campos para a avaliação das fibras elásticas foi definido pelo cálculo da média acumulada e obteve-se o diâmetro e a circunferência das aortas através de software Imagem J®. Para análise estátistica foi utilizado o programa GraphPad Prism® versão 5.0. Resultados: Observou-se correlação positiva e significativa entre a quantidade de fibras elásticas na parede aórtica e a IG (r = 0,224, p<0,0004), assim como o peso fetal e a quantidade de fibras elásticas (r = 0,250, p<0,0001). Entre a área da circunferência da raiz da aorta e a IG houve uma correlação positiva e significativa (r=0,550, p=0,0002), bem como entre o diâmetro aórtico e a IG (r=0,617, p<0,0001). Na análise entre o diâmetro aórtico e o comprimento fetal, a correlação também foi positiva e significativa (r=0,714, p<0,0001). Conclusão: As dimensões da raiz aórtica e a quantidade de fibras elásticas aumentaram com o aumento da IG. Desta forma, a análise morfológica da aorta pode auxiliar como parâmetro no acompanhamento do crescimento e desenvolvimento intrauterino de fetos, particularmente nos casos em que não se tem certeza IG. Os dados morfométricos podem ser uma referência útil nos diagnósticos pré-natais, bem como no monitoramento de anormalidades congênitas da raiz da aorta por meio de ultrassonografia tanto para prevenção quanto para tratamento.

XV CONGRESSO BRASILEIRO DE ATEROSCLEROSE

18 e 19 de agosto de 2017

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