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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

REMODELAMENTO DAS FIBRAS ELÁSTICAS NAS ARTÉRIAS ILÍACAS DE PACIENTES AUTOPSIADOS

Guilherme Ribeiro Juliano, Bárbara Cecílio Fonseca, Bianca Gonçalves Silva Torquato, Mariana Silva Oliveira, Gabriela Ribeiro Juliano, Laura Sanches Aguiar, Camila Lourencini Cavellani, Vicente de Paula Antunes Teixeira, Mara Lúcia da Fonseca Ferraz
UNIV FEDEREAL TRIANG MINEIRO-UFTM - UBERABA - MINAS GERAIS - BRASIL

Introdução: a Organização Mundial da Saúde define aterosclerose como a doença de artérias elásticas ou musculares, de grande ou médio calibre, caracterizada por alterações causadas pelo acúmulo, na camada íntima, de lipídeos, carboidratos complexos, componentes do sangue, células e material intercelular. A degradação de fibras elásticas é um processo proeminente na aterosclerose. As calcificações que ocorrem nas placas ateroscleróticas podem afetar as fibras elásticas, devido a calcificação da elastina, que resulta em completa degradação das fibras elásticas. O objetivo desse estudo foi quantificar a porcentagem de fibras elásticas das artérias ilíacas e correlacionar com a intensidade macroscópica da aterosclerose e a idade. Métodos: foram avaliados laudos de autópsias realizadas no período de 1963 a 2015. Na macroscopia foi observada a extensão das placas ateromatosas, a intensidade de fibrose e de calcificação. Além disso, foram coletadas informações da idade dos pacientes. Os laudos que não continham as informações completas foram excluídos. Foram colhidos e processados histologicamente 50 fragmentos de artérias ilíacas direitas e esquerdas. As lâminas foram coradas pelo Verhoeff e examinadas com objetiva de 20x com o aumento final de 620x. A quantificação da porcentagem de fibras elásticas foi realizada utilizando-se o sistema Leica Qwin Plus®. Para a análise estatística foi utilizado o software GraphPad Prism® versão 5.0. Resultados: houve uma correlação negativa entre a porcentagem de fibras elásticas das artérias ilíacas direita e esquerda e a intensidade macroscópica da aterosclerose (rS=-0,09607; p=0,3414). Em relação a idade a correlação também foi negativa (rS=-0,03980; p=0,6942). Conclusões: a aterosclerose é um processo lento e gradual que desencadeia a neoformação das fibras colágenas e degradação de fibras elásticas as quais exercem papel importante no remodelamento vascular. Esse fenômeno leva a alterações na relação pressão-diâmetro da parede arterial, o que restringe a expansão do vaso a pressões extremas. No entanto, um desarranjo dessas fibras durante o envelhecimento cursa com redução em seu processo de síntese. Assim, observamos que, com o aumento da idade, há também diminuição da quantidade de fibras elásticas. 

XV CONGRESSO BRASILEIRO DE ATEROSCLEROSE

18 e 19 de agosto de 2017

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