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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

RISCO DE INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO EM PACIENTES COM ORIGEM ANÔMALA DAS CORONÁRIAS

Vitória Mikaelly da Silva Gomes, Camylla Santos de Souza, Jessiane Jarder Coelho da Silva, José Passos de Oliveira Júnior , Klaus Anton Tyrrasch, Ana Paula Limberger, Felipe Albani, Ivan Lucas Picone Borges dos Anjos , João Paulo Lima Brandão , João David de Souza Neto
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS - MACEIO - AL - BRASIL

INTRODUÇÃO: A origem anômala das artérias coronárias (OAAC) é uma anormalidade congênita que afeta em torno de 1% da população. Podem se apresentar de forma assintomática ou não, com grande probabilidade de aparecimento de isquemia miocárdica, infarto precoce e morte súbita pela grande quantidade de alterações anatômicas que causam desequilíbrio na equação de oferta e demanda fornecida pela circulação coronariana.

MÉTODOS: Revisão sistemática da literatura utilizando as bases de dados MEDLINE, LILACS e SCIELO, a partir dos seguintes descritores: “origem anômala das coronárias”, “artérias coronárias”, “revascularização do miocárdio em origem anômala da coronária”, “infarto agudo do miocárdio em origem anômala da coronária”.

RESULTADOS: A OAAC está relacionada com eventos isquêmicos em doentes sem doença aterosclerótica proeminente por diversos mecanismos que dependem do local de origem. De uma forma geral, essa anomalia causa redução da reserva coronária funcional, fluxo com padrões anormais e disfunção endotelial e autonômica, o que predispõe o aparecimento de vasoespasmo e trombose, contribuindo assim para eventos precoces de infarto agudo do miocárdio. Uma das teorias que tentam explicar os quadros isquêmicos agudos nesses pacientes é o ângulo que é formado pela origem anômala do vaso, predispondo o aparecimento de óstios em forma de fenda e consequente compressão durante a sístole e, principalmente, relacionada ao exercício físico intenso, quando há maior demanda de oxigênio e maior expansão das origens das coronárias, sendo a segunda maior causa de morte súbita em atletas jovens. Estudos indicam que 59% dos indivíduos com OAAC esquerda com trajeto entre a aorta e a artéria pulmonar sofrem morte súbita antes dos 20 anos de idade. Além disso, demonstrações anatomopatológicas sugerem que a restrição crônica do fluxo coronário leva a ilhas de necrose e fibrose miocárdica, que podem levar a quadros de taquiarritmias e morte súbita.

CONCLUSÃO: A OAAC é uma patologia rara, porém potencialmente letal se não diagnosticada e tratada precocemente. Pessoas jovens constituem um grupo de risco para futuras sequelas derivadas dessa anomalia, desse modo, é crucial estar atento à apresentação de sintomas de esforço. Em pacientes sintomáticos, a terapêutica cirúrgica traz bons resultados, sendo o tratamento definitivo. Já em pacientes assintomáticos, a identificação da doença permanece um desafio. Dessa forma, novos estudos são necessários para definição do tratamento ideal nestes pacientes.

XV CONGRESSO BRASILEIRO DE ATEROSCLEROSE

18 e 19 de agosto de 2017

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