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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Associação entre o número de variantes e o desenvolvimento de DAC precoce em pacientes com HF

Borges, JB, Bastos,GM, Afonso, TKA, Thurow,HS , Faludi,AA , Gonçalves,RM , Sousa,AGMR , Hirata, RDC , Hirata, MH
INSTITUTO DANTE PAZZANESE DE CARDIOLOGIA - - SP - BRASIL, Faculdade de Ciências Farmacêuticas - USP - São Paulo - São Paulo - Brasil

Introdução: A Hipercolesterolemia Familal (HF), caracterizada pelo aumento da concentração plasmática de LDL colesterol, é um dos fatores de risco para o desenvolvimento de doença aterosclerótica coronariana (DAC) precoce. As novas tecnologias de sequenciamento têm possibilitado identificar um amplo número de variantes, em genes relacionados com metabolismo do colesterol, que compõe a base genética da doença. Entretanto, ainda não existem estudos que relacionam o número de variantes presentes com a gravidade da HF. Assim, o objetivo deste estudo foi avaliar a associação entre o número de variantes e o desenvolvimento de DAC precoce em pacientes com HF.

Métodos: Foi realizado o sequenciamento exômico de 61 genes associados com metabolismo lipídico, utilizando a plataforma MiSeq (Illumina), em pacientes classificados como provável (n=16), possível (n=14)  ou certeza (n=18) de HF, segundo os critérios do Dutch-MEDPED. A análise primária, secundária e terciária dos dados de sequenciamento foram realizadas utilizando os programas RTA analysis, MiSeq Reporter e os aplicativos disponíveis no BaseSpace. As variantes identificadas e anotadas foram selecionadas com base nos parâmetros de qualidade da corrida (eliminação de falso-positivos), e na sua consequência funcional. Posteriormente, foram realizadas as análises estatísticas para avaliar a associação entre o número de variantes e a presença ou ausência de DAC.

Resultados: Nos pacientes com DAC precoce observou-se a presença de um maior número de variantes identificadas em todos os genes analisados (Média= 55.2 variantes e Desvio Padrão= 37.1) quando comparado ao paciente sem DAC (Média= 31.3 variantes e Desvio Padrão= 38.5) (p=0.010). Essas variantes incluem variantes do tipo mutação de sentido trocado, de códon de parada e em regiões de splice, 3’UTR e 5’UTR. Quando analisadas isoladamente, apenas a presença da variante rs1042031, do tipo mutação de sentido trocado, no gene APOB teve associação com DAC precoce (55% dos pacientes com DAC possuem a variante, p=0.018).

 

Conclusão: Os resultados sugerem que a combinação de um número elevado de variantes em genes relacionados com o metabolismo do colesterol pode ser um fator agravante para o desenvolvimento de DAC precoce em pacientes com HF. 

XV CONGRESSO BRASILEIRO DE ATEROSCLEROSE

18 e 19 de agosto de 2017

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