Logotipo XV CONGRESSO BRASILEIRO DE ATEROSCLEROSE

Secretaria Executiva

SD Eventos

(11) 3672-6979

Departamento de Aterosclerose

Alameda Santos, 705 – 11º andar, Cerqueira Cesar/SP
(11) 3411-5531

Tema Livre

TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Análise comparativa de carne geneticamente selecionada com carne convencional em relação ao perfil aterogênico após ingestão: um estudo duplo-cego em indivíduos saudáveis.

Eduardo Gomes Lima, Whady Hueb, Myrthes Takiuti, Rosa M R Garcia, Eduardo B Martins, Marisa Goes, Laura Ventura, Laila Ghtait, Jaime P P linhares Filho, Roberto Kalil Fº
INSTITUTO DO CORAÇÃO DO HCFMUSP - - SP - BRASIL

Introdução: O consumo de carne tem sido geralmente associado a hábitos pouco saudáveis. Alguns estudos demonstraram níveis mais elevados de biomarcadores aterogênicos após a ingestão de carne vermelha em comparação a outras fontes de proteína como peixes ou aves. Entretanto, considerando diversos tipos de carne vermelha com variadas quantidades de gordura, há poucos estudos desenhados para comparar o impacto da ingestão na inflamação e aterosclerose.

Nossa hipótese é de que a carne magra leva a um perfil menos aterogênico do que a carne padrão, a despeito de pertencerem à mesma espécie animal.

Métodos: Trata-se de um estudo unicêntrico, duplo-cego, crossover, projetado para comparar dois tipos de carne vermelha em relação a biomarcadores ligados a aterogênese. Indivíduos do sexo masculino saudáveis foram incluídos neste estudo no Instituto do Coração (InCor - HCFMUSP), São Paulo, Brasil. Eles ingeriram 2 dietas diferentes em duas refeições simples com 1 semana de intervalo. A refeição 1 foi composta por uma dieta balanceada com arroz, suco e carne vermelha padrão. A refeição 2 continha a mesma composição da refeição 1 exceto por carne magra obtida do cruzamento entre as raças Rubia Gallega e Nelore. As amostras de sangue foram coletadas antes da refeição, 1 e 2 horas após a ingesta da refeição 1 (H1 e H2) e 2 (H3 e H4). Os níveis séricos de IL-6, proteína C reactiva (PCR), VCM, ICAM, p-selectina, Apo-A1 e Apo-B foram comparados nestes tempos pré-especificados.

Resultados: Vinte homens saudáveis participaram deste estudo. A média de idade foi de 30,5 ± 2,89, valores médios normais de glicemia (84,7 ± 9,12) e colesterol (LDL 113,1 ± 27,15; HDL 44,6 ± 10,3 e TG 100,28 ± 55). Os níveis médios de Apo A1 (ng / mL) foram maiores 1h após ingestão da refeição2 (basal: 1,28, H1: 1,28, H2: 1,21, H3: 1,32 e H4: 1,22; p = 0,010). Além disso, os níveis séricos de Apo B (ng / mL) foram maiores uma hora a pós a ingesta da refeição 1 (basal: 0,81; H1: 0,81; H2: 0,75; H3: 0,76; H4: 0,76; p = 0,003). Os níveis de PCR foram menores em H3 e H4 em comparação com H1 e H2 (linha de base: 0,90; H1: 0,93; H2: 0,86; H3: 0,59 e H4: 0,58; p = 0,031). Não foram observadas diferenças quanto aos níveis séricos de ICAM, VCAM, IL-6 ou p-selectina.

 

 

Conclusão: A carne vermelha magra obtida de cruzamento de Rubia Gallega e Nelore leva a um perfil menos aterogênico após ingestão quando comparada a carne padrão em relação aos níveis de Apo-A1, Apo-B e PCR.

XV CONGRESSO BRASILEIRO DE ATEROSCLEROSE

18 e 19 de agosto de 2017

Realização

Departamento de Aterosclerose
SOLAT

Apoio

SBC

Secretaria Executiva

SD Eventos

Agência Web

Inteligência Web